Nem tudo precisa ser, necessariamente, dito de forma tão clara. Nas entrelinhas estão sempre as melhores histórias e estórias.

domingo, 19 de agosto de 2012

[prosseguir]

Por muito tempo pensei que a vida seria como um filme cheio de conflitos e no fim sempre a última cena decisiva e posteriormente definitiva. Entretanto, acabei errando no que diz respeito aos finais. Eles não estão lá. Há sempre uma continuação e mudança de roteiro. Tudo parece com os seriados que estão sempre dando inesperadas reviravoltas. No fim de cada temporada há sempre a expectativa de como as coisas serão na nova etapa. Personagens reaparecem e sentimentos são bagunçados. Surge assim a perspectiva de algo realmente satisfatório acontecer e por fim uma “estória” plausível.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

[controlar]


A permanente dificuldade de obter concentração vem ultrapassando certo limite. Pensamentos constantes e nenhuma conclusão plausível. O que antes parecia ser tão simples e hoje tão abstruso.

Por muito tempo, tive um ponto de vista um tanto egoísta e acabei compreendendo que sentimentos não são manipuláveis. Não posso simplesmente clicar no “sentir” e “não sentir”. Vai bem mais além da simples compreensão de qualquer um.

Já passa das 2 horas da manhã e esse aperto não passa. Quando caímos na real que é algo que já não está em nossas mãos. Fato este que me deixa com sentimento de insuficiência, pois não posso mais controlá-lo.
Digamos que já não me atento aos detalhes sensatos.  

segunda-feira, 2 de abril de 2012

[palpitar]

Palpita. Retrai. Bate como há muito não o fazia. Complica-se e preocupa-me. Sobretudo, confuso e não dito. Às vezes esquecido, outrora inexplicavelmente presente. Esse abstracionismo intocável e inerte. Seriam necessárias respostas, análises e conclusões. Mas onde estão? Todos procuram, parcelas mínimas encontram. Não sendo descrente, mas o quão corajosa fui ao não dizer tudo que quis. Sendo assim, o tudo não dito ainda existe.

terça-feira, 6 de março de 2012

[acalmar]

Sentimentos, verdades e sonhos estão entrando em pacífica sintonia. Já é perceptível alívio e calma. O que antes parecia preocupação tornou-se motivo de aguardo. Não uma quilométrica fila de espera, mas uma forma de não tornar tudo tão sério e preocupante.

segunda-feira, 5 de março de 2012

[amar]

Não falo daquele amor carnal. Falo do amor puro, aquela coisa bem simples que às vezes nos ocorre. Falo aqui dos meus amigos, aqueles que tanto me fizeram crescer, aprender, ser feliz... São pequenas partes do que sou hoje. Todos os meus melhores amores.

Tais amores que já não consigo viver sem. Os mais antigos ou os mais atuais, os distantes ou presentes... São todos tão especiais e únicos.

domingo, 4 de março de 2012

[silenciar]

Eu estava só. De repente ouvi um som baixinho, vindo lá do além. Desliguei todos os possíveis ruídos, barulhos, que atrapalhavam aquele som magnífico. Fui de encontro ao encanto. Alguém, bem sorrateiramente, tocava um afiadíssimo saxofone. Fiquei ouvindo, paralisada, encantada, aquele som que havia chamado minha total atenção. Abri a janela do quarto e fiquei olhando em volta da rua. Não achei meu querido tocador de sax. Passei dois ou três minutos ali, só ouvindo aquela deliciosa canção. Meu coração bateu, bateu bem forte. Aquele som vinha de onde eu não sei. Ele parou. Tudo ficou silencioso. Nem o canto dos grilos e nem meu tocador. Sempre espero ansiosa, por aquela pacífica canção.

sábado, 3 de março de 2012

[sonhar]

Existem sonhos bons e ruins. Ultimamente não vinha tendo nenhum dos dois. Mas ontem foi diferente. Tive um ótimo sonho com pessoas e coisas que nunca havia sonhado antes. Acordei com aquela vontade de continuar dormindo ou até mesmo viver tudo aquilo de forma real. Seria um presságio? A resposta da busca por algo que me faça ficar segura? Não sei.