Nem tudo precisa ser, necessariamente, dito de forma tão clara. Nas entrelinhas estão sempre as melhores histórias e estórias.

domingo, 4 de março de 2012

[silenciar]

Eu estava só. De repente ouvi um som baixinho, vindo lá do além. Desliguei todos os possíveis ruídos, barulhos, que atrapalhavam aquele som magnífico. Fui de encontro ao encanto. Alguém, bem sorrateiramente, tocava um afiadíssimo saxofone. Fiquei ouvindo, paralisada, encantada, aquele som que havia chamado minha total atenção. Abri a janela do quarto e fiquei olhando em volta da rua. Não achei meu querido tocador de sax. Passei dois ou três minutos ali, só ouvindo aquela deliciosa canção. Meu coração bateu, bateu bem forte. Aquele som vinha de onde eu não sei. Ele parou. Tudo ficou silencioso. Nem o canto dos grilos e nem meu tocador. Sempre espero ansiosa, por aquela pacífica canção.

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